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Preto Casagrande: de comandante de barco ao comando do Bahia

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Matheus Simoni

Matheus Simoni

Bahia efetiva Preto Casagrande como técnico de futebol

“Eu estava numa vida muito boa”. Essas foram as palavras do ex-jogador de futebol de Bahia e Vitória Preto Casagrande ao BAR FC exibido no dia 5 de agosto de 2016. Na época, ele tinha acabado de completar seis meses no cargo de auxiliar técnico do tricolor, integrando a departamento de futebol. O técnico era Doriva. Desde então, Preto acompanhou a passagem de outros dois técnicos: Guto Ferreira e Jorginho. O trabalho do último foi amplamente questionado por imprensa e torcida, por conta do desmanche do planejamento tático e da eficiência dentro de campo que foram apresentados pela equipe de Guto, que se consagrou garantindo o acesso à Série A e um título da Copa do Nordeste mais recente. Um ano depois da sua chegada, veio a confirmação e Preto finalmente assumiu o boné, a prancheta e o lugar na beira do campo de forma definitiva.

“Eu fui me meter nesse negócio do Bahia. É uma paixão, é uma cachaça. […]Porra, vou te falar. Eu vou para o Bahia todos os dias muito feliz”.

Durante muito tempo, Preto atuou como comentarista esportivo e foi conhecido por administrar postos de combustíveis em Salvador. Vivia uma vida tranquila. Nas tardes de sexta-feira, saía com um barco para navegar pela Baía de Todos-os-Santos para não perder o costume de marinheiro. Porém, hoje ele tem outra função para se preocupar. Efetivado como comandante do Bahia, o ex-atleta agora vive a missão de voltar a trazer a alegria ao torcedor que ficou carente do futebol apresentado no primeiro semestre de 2017. O time não mudou muita coisa. Se as saídas de Edigar Junio e Allione da equipe refletiram na queda de rendimento, o clube ganhou o reforço de Mendoza e Rodrigão no setor ofensivo, um dos calos do time de Guto.

Durante o período que esteve comandando de forma interina, Preto demonstrou ter larga aceitação por parte do elenco. Seja nos treinamentos ou nas concentrações, os atletas curtem o ‘jeito boleirão de ser’ do novo comandante, que acaba entrando na resenha. Entre um jogo e outro, até mesmo nas viagens, ‘Black’, apelido dado pelos jogadores a Preto de forma carinhosa, não esconde que nutre pelos comandados uma relação recíproca de companheirismo.

O início foi conturbado. Em cinco partidas como interino, o Bahia de Preto venceu dois jogos, perdeu outros dois e empatou um. Parte da torcida não aprovou a efetivação e exigiu um nome mais experiente. Diante de incertezas, Preto sabe que não terá calmaria na nova função. Num campeonato onde o líder contraria todas as expectativas e resolve apostar numa “prata da casa”, resta saber se o novo comandante tricolor saberá resistir à tormenta que se aproxima no segundo turno da Série A.

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