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O Bahia e sua realidade

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Douglas Verli

Douglas Verli

Rezas, crenças, orações, macumba ou o escambau à fora. É assim que o torcedor do Bahia leva fé no seu time. Entra ano e sai ano, a mesma historia, a luta contra o rebaixamento, mas a fé é mantida.

Acreditando sempre em uma melhora, a torcida do Bahia é de lua, e as vezes me incluo nisso. Bahia bate a Macaca em Campinas e eu já dizendo que Libertadores era logo ali, mas só foi empatar contra o pífio Hawaii (Quem inventou o nome Avaí precisa conversar comigo urgentemente!) em casa, onde predomina a hegemonia, eu ja comecei fazer os cálculos dos famosos 46 pontos.
Mas hoje, pensei mais uma vez, e resolvi expressar nesse texto o que realmente penso, mesmo sendo 8 e 80.

O Bahia voltou, ou, não saiu de sua realidade. A falta de comando dentro de campo, pra mim, é o que o time mais precisa. Renato Gaucho seria alguém especifico pra isso, de chegar no vestiário, dar “tapa na cara” de jogador, mandar honrar o que tem no meio das pernas, valorizar os salários infinitamente absurdos pra um futebol de segunda categoria, exigir mudanças, e entregar a diretoria os que bagunçam o coreto.

Futebol é pra “puta véia”, assim diz meu amigo Paulo aqui na Florida. Essa historinha de trazer crente ou pastor, nada contra eles, eh a mais pura enganação do futebol atual. Isso não traz campeonatos, renda ou principalmente sócio torcedores, onde mais precisamos. A postura precisa ser mudada, e hoje! não podemos pensar, “ah, o Bahia está no caminho certo, vamos aguardar…” não pode! Juninho, Matheus Reis, e muitos outros não podem chegar aqui e usar o clube pra se promoverem. A diretoria precisa passar ao seu maior patrimônio, sua torcida, que aqui quem canta somos nós!

Não adianta colocar na camisa um adesivo escrito “tô puto”, como alguns da oposição fazem, onde verdadeiramente se escondem atras de um caolho que não entendem nem quantas letras tem a palavra “futebol”. Falar é fácil, mas eu também sei que marcar gols que a torcida espera não é de um dia pro outro. A coisa tem que ser na covardia e na raça. Precisamos usar da malícia do soteropolitano pra arrancar esse povo que só quer aproveitar da gente que ama e chora pelo seu clube.

Sigamos tendo fé, pois é o que nos resta. A realidade do clube nesse momento é tirar pontos dos 46, a partir daí é torcer que possamos crescer como um clube de massa e não apenas um mero coadjuvante.

#BBMP

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